Eu preciso de um amigo de verdade

“Eu cuido de mim de verdade?”, “Eu percebo quando preciso descansar ou conversar com alguém?”, “Como eu lido com a minha vulnerabilidade?”, “Eu tenho empatia quando um amigo ou ... Verdadeira amizade envolve comprometimento. Em outras palavras, um amigo de verdade tem um senso de responsabilidade para com você e realmente se preocupa com você. É claro que esse comprometimento deve ser mútuo. Exige esforço e sacrifícios de ambos os lados. Mas o resultado vale a pena. Um amigo de verdade é aquele que lida com você quando simplesmente não é fácil de fazê-lo. Seja na raiva, tristeza, depressão, solidão, fúria, dívida, desespero, eles estão lá porque te amam e conseguem ver suas qualidades apesar da nuvem de coisas ruins ao seu redor. Eles vão te defender. Mesmo quando você não merece ser ... Um amigo de verdade é leal, cuida de você, confia em você, compartilha a alegria, ajuda a enfretar as adversidades e dá tudo o que for preciso em e nome da amizade. É como disse Jesus: “Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles.” - João 15:13 Meu amigo, saiba que estou aqui para o que precisar, eu nunca abandonarei você. Eu só preciso de um jeito de sair da minha cabeça. ... E quando vou com um amigo no cinema, eu peço pra ele comprar os ingressos e a comida pra gente, pq eu também não gosto. Todo mundo acha frescura, só quem tem sabe como é não conseguir sair de casa, não conseguir ficar numa fila sozinho, não falar com ninguém, ter vergonha de ... Eu preciso de um amigo Companheiro e irmão Pra que eu sinta no meu peito Bater mais que um coração. Só entende o que eu falo Quem passou dificuldade E na hora do sufoco Teve amigos de verdade. Um alguém que chore junto Dividindo nossos medos Que não saia por a ... Eu preciso de um amigo/amiga de verdade que eu possa contar sempre que n faça bullying comigo,que eu possa expressa a dor a tristeza que sinto...e que eu possa contar msm que de eu esteja errado ou que de errado...eu só queria uma pessoa pra expressar a dor e a tristeza que eu sinto.... Se você acha bom ter um amigo de verdade, lembre-se de que não se pode só desejar amigos assim, é preciso ser um amigo verdadeiro. Amigos são como flores nobres semeadas ao longo do nosso caminho, para que possamos aspirar perfume em todas as estações. Um amigo de verdade . Um amigo de verdade é leal, cuida de você, confia em você, compartilha a alegria, ajuda a enfretar as adversidades e dá tudo o que for preciso em e nome da amizade. É como disse Jesus: Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. - João 15:13 Em uma das CPI´S (Comissão Parlamentar de Inquérito) que tenta apurar as corrupções no Brasil, foi ouvido o depoimento de uma pessoa ligada ao PT, que teria pago com seus próprios recursos uma dívida do presidente Lula, alegando ser seu amigo. E aí os tablóides divulgaram: preciso de um amigo como esse que paga as contas dos amigos.

Tava no meio de uma crise e precisei escrever

2020.10.22 01:07 DoWidzenya Tava no meio de uma crise e precisei escrever

"Você tá bem?"
Não eu não tô
Eu não tô e pronto
Sla hj foi um dia de merda
E o pior é que eu nem tenho justificativa pra dizer que hoje foi um dia de merda
O dia tava lindo o sol tava brilhando, ela falou comigo de manhã, a gente conversou, tava tudo indo bem e de repente...
Eu desabo
Eu desabo e parece que eu tava guardando tanta coisa dentro de mim pq sai tudo de uma vez, as lágrimas não param de rolar, eu choro pra caralho, eu escrevo pra caralho e eu paro de chorar
Eu penso no porque eu tô chorando, pq eu quebrei desse jeito o que que tá de errado comigo e eu não sei...
Eu simplesmente não sei Não aconteceu nada nos últimos 6 meses, literalmente nada, e tava tudo bem 10 minutos atrás, porque eu tô chorando porra?
Parece que eu guardei um monte de coisa, fui guardando até transbordar, só que eu escondi tão bem que mesmo quando transborda eu não consigo saber o que era que eu tava guardando
E aí eu fico com raiva
E quanto mais com raiva eu fico mais de longe parece que eu vejo a cena
É patético
Um idiota chorando literalmente sem motivo
Eu olho ao redor dele, vendo o que transbordou e tento pelo menos entender algo
Nem as lições da escola ele tava fazendo
Enquanto todo mundo tá lá se matando pra fazer as coisas, tendo algum motivo, se estressando com a vida escolar, ele simplesmente escolheu não fazer nada
Mas isso passa. Ele escreveu sobre esse sentimento pra ele mesmo e passou
Passou
Isso acontece uma, duas vezes por mês
Já é normal
Eu já devia ter me acostumado
E eu volto de novo pra dentro de mim
Sigo o meu dia
Até eu, sinto como se nada tivesse acontecido
Eu quase esqueço que aconteceu, na verdade
Faço piada, rio, até comento sobre isso com uma ou duas pessoas de confiança
Tá tudo bem, agora tá bem
Até o barulho dos carros ficar mais fraco
Até não ter tanta gente andando nas ruas
Até o barulho do mundo parar
Até chegar a noite
É nessa hora que tudo vem de novo e eu percebo que em segundo plano, eu tava tentando resolver essa dúvida. Eu passei o dia tentando entender porque eu tava mal
E eu achei a resposta
É simples
Eu sou um ator que morreu no personagem
É engraçado até. Irônico se preferir
Eu tentei tanto esconder o que eu sentia, que eu consegui
Parede atrás de parede, máscara atrás de máscara, eu fui construindo uma defesa que acabou ficando boa demais
Eu não sei porque eu tava chorando mais cedo porque eu não sei nem se era eu chorando
Talvez fosse mais um personagem que eu criei
Qual?
O que eu uso pra falar com a minha mãe e fingir que quando ela me ignora isso não dói?
Com a minha irmã, que claramente não gosta de mim mesmo eu me esforçando pra tentar virar amigo dela?
O que eu uso pra ir pro serviço, que simplesmente abaixa a cabeça e obedece e finge que tá satisfeito?
O que apanhava do meu pai e fingia que não doía pra não ter que admitir que morria de medo dele?
Ou será que é outro?
Porque a esse ponto eu já perdi a conta de quantos eu criei
Tem até um que finge que não sabe que na rodinha de amigos ele é o menos preferido, que finge que não sabe que fica de fora dos rolês?
Será que até mesmo a pessoa que aquela garota ama, não é só mais um?
Que seja
Eu pego o celular e ligo algum vídeo aleatório
Desisto porque isso não vai funcionar
Hoje é um dia de merda, preciso de mais imersão em alguma coisa
Ligo o videogame, é mais fácil me concentrar em colocar uma bala na cabeça de um personagem virtual do que na minha própria
Até porque eu já discuti isso
E sei que o personagem que a eu criei não pode aceitar essa porra
Então é isso. Você me perguntou se eu tô bem?
Não eu não tô
Eu tô um lixo
Mas amanhã isso passa
E se não fosse por esse texto aqui nem eu lembraria de tudo isso Amanhã isso passa e eu tô aí de novo
Hoje ela me perguntou porque eu não liguei pra ela na hora que eu tava mal
Eu não sei responder isso
Mas algum deles soube
O personagem tomou o controle
Escreveu algo sobre cada um ter sua bagagem
E que tem bagagem que se carrega sozinho
E tem outras que se compartilha
Uma mentira do cacete
Ela ficou triste, disse que estava lá pra quando eu precisasse, e disse que me amava... Ou melhor, que amava quem eu fingia ser
Eu tô cansado de fingir, eu não quero mais
Mas no meio dessa bosta toda
Eu nem sei mais se eu sei parar
Se eu consigo voltar a ser quem eu era
Se eu quero
Eu não tô bem
E eu não sei direito o porque
...
"Tô sim kkkkjj pq a pergunta?"
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2020.10.21 15:20 micask Minha amiga acha que é preta

(vou usar o termo "preta" porque é usado no IBGE caso use negra, só substituir e eu sou branca caso seja relevante) Ontem á noite tive uma discussão com a minha melhor amiga, ela tem certeza que é preta, mas ela é a pessoa MAIS BRANCA que eu conheço, tentei falar pra ela que ela não é preta, pesquisei, mostrei um monte de dados pra ela e ela não entende que ela não é preta, ela estava tentando usar o colorismo pra passar como preta, mandei uma tabela de cores de pele preta (eu gosto de maquiagem então já sei um pouco sobre tons de pele preta) e o irmão dela é igual ela e passou na faculdade por cotas. Ela é descendente de pretos, o pai dela é preto, a mãe é branca, o cabelo dela é cacheado (o que não é específico da pele preta) ela tem traços de pessoas pretas (mas isso eu também tenho e me autodeclaro branca) e ela quer usar cotas raciais na faculdade assim como o irmão dela fez e passou. Eu não me importaria se a gente não tivesse na fase da faculdade, mas acho hiper injusto com pessoas pretas que sofrem de verdade usar um direito dos outros sabe, ela é branca, ninguém a encara como preta, não é como se ela tivesse a cor no meio termo e estivesse sem saber a própria cor. Eu não tenho lugar de fala, talvez por isso ela não se importou, preciso de opiniões de pessoas pretas, até pardas pra me falar se eu estou errada. Não sei como a faculdade do irmão dela foi tão irresponsáveis de aceitar a autodeclaração dele como preto, acho completamente estranho esse negócio de se autodeclarar porque qualquer um pode falar que é preto, indígena só pra ganhar cotas. Detalhe que eu sou amiga dela a 12 anos (desde os meus 4 anos) só agora em época de vestibular que ela conta que ela é preta e fazemos várias piadas sobre ela ser branca demais e nunca passou pela cabeça dela falar que era preta? Bem o que acham que eu devo fazer? Acham que eu estou errada? Estou conversando com uma amiga preta de pele clara pra ver o que ela acha e ela está concordando até o momento, meus outros amigos que estavam no grupo não falaram nada, talvez eu tenha saido como a errada.
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2020.10.21 08:23 SKruizer A melhor e pior época da minha vida

Boa parte do motivo de eu tar escrevendo isso agora é porque eu comprei um teclado novo e quero testar, outra parte é porque eu não acho que alguém que me conheça saiba meu user do Reddit e o resto é porque eu sei que ninguém se importa comigo o suficiente pra saber. Anyway, eu muito provavelmente vou remover esse post depois. Desculpa pela introdução enorme, vamos começar.
Depois de muito tempo (uns 4 anos) de terminar o médio, que eu terminei atrasado mesmo sendo consideravelmente mais inteligente do que a média, eu finalmente consegui um emprego estável. Entrei por agência como temporário, mas fui efetivado recentemente, e com grandes chances de ser promovido logo. Apesar da situação na minha casa não ser das melhores, não é nada que me preocupe muito, apenas o tempo cobrando seu valor. Essa pode ser literalmente a melhor época da minha vida: eu tenho amigos, um emprego estável e bom apesar de eu viver reclamando (quem não?), e finalmente eu saí de um limbo que eu tava preso faz bastante tempo.
Agora, eu tinha uma namorada até o fim do ano passado. Uma que mora relativamente longe de mim, mas a gente se via e se amava muito, ou pelo menos eu quero acreditar. A gente se conheceu pela internet, e deu muito certo junto. No começo eu era meio babaca, mas cresci bastante com ela, e graças a ela também, e eu gosto de acreditar que o mesmo aconteceu com ela. Eu amava ela completamente, e acredito que ela também me amava bastante, mas nós dois sabíamos que era um relacionamento tóxico. A gente não se via com a frequência que a gente queria se ver, e isso causava desejos que pessoas que se amam não deveriam sentir. Acima de tudo, eu tenho depressão, tinha desde aquela época, e isso só piorava tudo. Chegou uma hora que ela não se sentia mais confortável comigo, eu acho.
Ela fez mais amigos, conheceu uns caras legais e que, diferente de mim, tinham vida. Queriam viver. Eu nunca deixei de amar ela, mas senti nosso relacionamento se esvaindo cada vez que uma burrada acontecia, minha ou dela. Até que uma hora, ela se cansou. Tinha conhecido um outro cara, um que ela podia ver com frequência, e daí desandou tudo.
Eu fiquei acabado. Eu nunca tinha tentado cometer suicídio até isso acontecer. Mas eu não queria que ela se sentisse culpada, nem queria desapontar minha mãe, minha irmã e minha avó nesse nível, então no fim das contas, eu não tive bolas pra me matar de verdade, mas Deus sabe o quanto eu queria morrer. Não sei nem como eu to aqui escrevendo isso agora.
Fiquei mal por um tempo, quis continuar sendo amigo dela achando que ia conseguir ela de volta, mas cada dia que passava eu só fodia tudo mais e mais. Me afastei por um tempo, achando que eu tava sufocando ela, só pra ter uma recaída e fazer tudo muito pior. Decidi me afastar de novo, não aguentei de novo, e aí ela percebeu que tava fazendo mal pra mim e pra ela, e aí ela decidiu se afastar. E eu prometi pra mim mesmo que não vou atrás dela dessa vez. Vamos ver quanto isso dura.
Acho que parte de mim ainda ama ela. Eu sei que eu não superei, mas que também eu não preciso mais de nada disso. Pouco tempo depois disso foi quando eu consegui meu emprego, que me fez mais amigos e deu um motivo pra sair de casa, coisa que eu não fazia nem antes da pandemia. Se tá me fazendo bem? Não muito. Pelo menos tá me dando alguma coisa pra me distrair, eu acho.
Ao mesmo tempo que essa pode ser a melhor época da minha vida por conta de ter um emprego, uma estabilidade financeira que eu venho querendo faz um tempo, é a época que eu também to mais fodido na depressão. Eu não tenho problema em admitir que eu tenho depressão e preciso de ajuda, mas eu mesmo não vou atrás de ajuda porque eu não sou importante o suficiente. Quando eu conto pra alguém que eu tenho depressão, minha máscara de pessoa normal já tá tão bem desenvolvida que ninguém nem dá bola, e sinceramente eu acho que prefiro assim. Vai ver ninguém liga mesmo. Eu não ligo.
Se alguém achar isso é insta delete, apesar de que ninguém vai querer ler uma parede de texto desse tamanho de qualquer jeito. Se você leu, toda gratidão aí cara, e me dá um feedback se você achar que eu escrevo bem. Sempre quis ser escritor.
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2020.10.20 07:33 jacaua a de número 1

esses dias eu acabei a minha amizade com a número 1, na verdade nem foi eu e foi por uma besteira.
eu tenho uma outra amiga, a número 2, ela era de um mundo bem diferente da número 1, mas eu achei que seria boa ideia apresentar as duas, e realmente foi, a gente ria até de madrugada e tudo estava dando certo, todas nós não somos hétero, e a número 2 é bem bonita, a número 1 um belo dia me disse que ficaria com a número 2, e essa foi a causa do fim.
mas antes eu preciso explicar a número 1 melhor.
a número 1 teve uma infância onde parecia que ninguém se importava com ela de fato, ela jogava bola com o pai no centro da cidade e tal, mas cuidar era outra história, eu nunca soube bem pelo que exatamente ela passou, e sinceramente acho que não é da minha conta. ela nunca contava uma história sem mentir ou omitir algo, por menor que seja, isso me incomodava, mas eu sempre relevei, não acho importante saber de 100% da vida de outra pessoa, principalmente se ela não quer que você saiba, ela era uma criança que queria ser adulta, por isso bebia e de vez em quando fumava, algo que eu nunca apoiei por que acho que ela é muito nova, mas eu até entendo, ela quer se provar gente grande, não sei qual trauma resultou nesse comportamento e na verdade nem quero pensar sobre isso.
era difícil conviver com ela, era um pouco explosiva e me irritava as vezes por ser lerda (eu tenho ansiedade, mas eu nunca fiquei brava com isso, só um pouco aflita) ela era sínica, não comigo, mas com os adultos, ela não sabia mentir, mas mentia bastante. eu nunca confrontei ela sobre nada, por que eu odeio gerar conflitos onde eu poderia ter só aturado, nós brigávamos as vezes, mas sempre por algo idiota. ela não tinha filtro pra falar as coisas, sempre em um dos extremos: mentir muito ou ser muito sincera, a ponto de machucar mesmo, isso me incomoda por que eu sempre tento ser o mais educada possível com pessoas que não tenho afinidade, eu falo muito palavrão quando estou confortável e com pessoas que gosto, mas com estranhos eu sou muito cuidadosa com o que falo.
nós éramos amigas desde o pré, paramos de nós falar por uns 5 anos e depois voltamos a ser amigas, eu lembro que eu falava muito palavrão e ela me dizia pra trocar eles por palavras mais leves,já que nós eramos fetos, eu troquei com um pouco de dificuldade, logo depois naquele mesmo dia alguns meninos mais velhos nos convidaram pra jogar bola, ela foi, e jogando ela disse todo o tipo de palavrão pra parecer legal, é como se ela fosse uma pessoa diferente pra cada amigo, eu relevei, sempre relevei tudo, inclusive o fato dela ter uma amizade super tóxica com uma amiga nossa que não é mais minha amiga há algum tempo,mas eu nunca xinguei ou fui mal educada com ela, ela tem muitos problemas em casa e eu nunca quis tornar o ambiente externo, onde ela se sentia bem em um lugar comparável com a casa, mas a número 1 não liga, vive xingando e colocando ela por menos, e a outra não briga de volta com medo de perder mais uma amizade, me sinto culpada mas não é certo ter uma amizade por pena.
agora vou explicar tudo sobre como acabou a amizade.
eu, a número 1 e a número 2 fomos em uma chamada de vídeo, estávamos rindo e contando piadas até que decidimos posar alguns dias juntas, estava tudo bem, mas a 1 comentou comigo que pegaria a 2, voltamos pra casa eu e a 1 e então eu perguntei se ela queria que eu perguntasse se para a 2 se se ela ficaria com ela,ela disse que sim, e eu o fiz, a 2 disse que não e que agora a amizade ficaria estranha, que não queria mais falar com a 1 por que ficaria desconfortável, eu mandei prints pra 1 e ela disse pra eu dizer que ela tava bêbada, pra salvar seu orgulho, óbvio. eu corri e disse pra 2 ir pro discord e que explicava lá, enquanto isso eu mandei uma mensagem pra 1 dizendo que a 2 tinha ido dormir, "mas por que você mentiu?" por que dessa vez eu não queria salvar o orgulho dela, ela que lide, eu tava cansada dela tentando ser o que não é, eu tava no calor do momento, e então fui pro discord com a 2, em call decidimos que ela posaria na minha casa e que a gente ia dar uma volta, e assim fizemos.
o dia chegou
ela veio e estava tudo muito engraçado,então fomos dar a tal volta,estava tudo bem até acharmos e 1 no campo,a número 2 ficou nervosa e disse pra não olhar, eu pensava que a 1 ia entender, então o fiz, eu tinha explicado pra 1 que a 2 não tava legal sobre aquele assunto, e na minha cabeça ela ia entender, eu simplesmente passei reto, mas de relance eu vi que ela tava com uma cara de brava,eu não pude fazer nada com a pressão da 2 e só passei.
algum tempo depois chamei ela pra ir no campo jogar vôlei e ela disse que ia chover,eu disse que o céu tava limpo e então ela me confrontou sobre a história e perguntou o que houve, eu expliquei com todas as palavras e ela disse "entendi" e então nunca mais nos falamos até hoje, na hora me senti mal e percebi que sim a culpa foi minha, mas eu não ia aguentar muito mais tempo com uma pessoa tão instável como ela, ela tenta se provar pegando um monte de gente e eu espero que ela perceba que isso nunca mudaria nada dentro dela,daqui a 1 ano eu vou estar muito longe dessa cidade, e eu quero ler isso e lembrar das pessoas daqui, e o que eu aprendi com elas.

não vale a pena manter coisas que já não valem mais nada pra você emocionalmente.
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2020.10.19 23:43 Normal_bitch Não consigo superar

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Como gosto desse sub decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acordava, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez e me mataria, gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 22:05 Normal_bitch Não consigo superar, me ajudem!!

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acorda, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez , gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 17:41 shylizie Não me apresentou a família, não posta foto comigo

Tenho 17 anos e ele 23, estamos a 1 ano juntos e ele não me apresentamos uma família e nem aos amigos, quando tocou no assunto disse que não quer que eu fique próxima das amigas porque elas são má influência e se fosse um grupo de amigos só de meninos ele me apresentaria, umas desculpa bem ruim porque se é assim, é totalmente possível me apresentar só aos meninos pois ninguém ali é grudado. Eu conversei brevemente com a mãe dele depois de eu ter reclamado sobre isso, ele admitiu que a mãe já várias vezes porque ela ainda não me conhece. Eu sou extremamente tímida então cobrar esse tipo de coisa, faz parecer que sinto sinto seguro de conhecer todo mundo, mas a verdade é que eu sinto medo e eu queria que ele me deixasse confortável e me inserisse no meio, eu queria ajuda nisso, porque eu realmente preciso. Por causa da quarentena nos vemos, mas antes da quarentena ele já podia ter feito isso acontecer. O relacionamento é muito bom, uma coisa única que me incomoda profundamente é isso.
Eu sou reservada e não sinto necessidade de mostrar em todas as redes sociais que eu namoro, postar muitas fotos e vídeos e acho que pode até atrapalhar um pouco o relacionamento mas eu acho super estranho meu namorado que sempre postou muitas histórias com amigos e amigas, comigo ele nunca postou nada, tipo nem uma fotinha, no início ele perguntou se eu me incomodava com isso e no início era super de boas, mas agora já acho que vou fazer um ano e eu isso estranho.
O que eu faço?
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2020.10.19 16:32 todorokeyshoto Talvez eu esteja apaixonado pelo meu melhor amigo

Em primeiro lugar: adorei descobrir esse subreddit porque eu só conhecia subreddits de desabafo em inglês, e nada melhor que falar sobre sentimentos em português kkkkkk. Pra vocês entenderem melhor o contexto, preciso voltar um pouco na minha vida. Enquanto eu crescia, vamos dizer por aí 11~12 anos, eu nunca tive muita facilidade em manter amizades com meninos. Na verdade, eu tive 2 bons amigos meninos, que eventualmente me trocaram por outros amigos ou só se distanciaram por coisas da vida mesmo. Eu nunca tive um melhor amigo que deixou eu ser carinhoso e afetuoso em relação a ele. Talvez por ser bem claro que eu sou bi, eles se sentiam desconfortáveis de alguma maneira. Por favor, eu não sou um assediador de amigos, eu não to aqui pra reclamar que meus amigos héteros não estão me dando bola, estou falando sobre como eu enquanto homem bi, nunca fui ensinado a ter liberdade com outros amigos homens pra demonstrar carinho. Essa cultura eu sei que é uma cultura muito masculina, independente deles respeitarem minha sexualidade, mesmo se eu fosse hétero, homens são ensinados a não aceitarem carinho de outros homens. Pois bem, agora vamos pular um pouco no tempo. Quando eu entrei no ensino médio, em 2016, fiz amizade com um menino hétero, que rapidamente se tornou um dos meus melhores amigos. Em 2017 ele se afastou um pouco porque tava passando por um momento difícil então acabou se fechando pra todos. Porém, de 2018 até hoje, nós não nos desgrudamos pra nada. Ele foi a primeira pessoa que eu vi assim que a pandemia diminui bastante na minha cidade depois de 6 meses, eu durmo na casa dele, viajo com ele, a gente sai juntos, basicamente toda lembrança feliz que eu tenho da minha adolescência é ou por causa dele ou pelo menos contém ele presente. Esse amigo é também bem receptivo de carinho, ele é meio chato com toque kkkk, porém ele não liga que eu abrace ele muito, faça cafuné, deite no colo dele, nem que eu demonstre carinho com palavras e outras ações, e ele retribui também, não na mesma intensidade que eu, mas pra ser tão grudento igual eu é difícil também kkkkk. Meu ponto é: Ele é possivelmente a pessoa que eu mais amo no mundo, que me dá carinho, que aceita o meu carinho, que me faz muito bem, eu converso com ele todo dia por horas e etc. Meus sentimentos estão ficando um pouco embaralhados. Eu não cresci sabendo diferenciar um melhor amigo de uma paixão, porque pra ser sincero, nunca fui ensinado a amar outros homens não-romanticamente, ou eu gostava de alguém romanticamente ou então era só uma amizade fria, não podia amar meus amigos, então eu não sei mais dizer o que é um sentimento de amizade e um sentimento de paixão, porque pra mim, se eu amo tanto ele, tenho tanto carinho por ele, será que isso significa que eu estou apaixonado? Sendo muito sincero, eu tenho uma desconfiança de que talvez ele tenha algum sentimento por mim, porém, meu desabafo não é sobre conquistar ele ou não, ele me dá tudo que um namorado poderia me dar, menos me beijar, então pra ser sincero, implorar por um beijo em troca de possivelmente estragar nossa amizade não faz sentido nenhum, prefiro um amigo carinhoso presente do que amigo nenhum. Meu desabafo na verdade é só uma maneira de tentar encontrar pessoas que se identificam com esse sentimento, e talvez só descobrir se vocês conseguiram descobrir essa diferença em algum momento. Obrigado todo mundo <3
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2020.10.19 14:32 Ro2609 Falhei em manter minhas amizades e destruí o rumo da minha vida

Meu comportamento durante os últimos meses decepcionou muitas pessoas queridas pra mim que agora não me querem mais em suas vidas. Minha saúde mental vem se deteriorando de forma exponencial nos últimos tempos e agora isso veio piorar ainda mais a situação. Sinto que tenho muita dificuldade em criar e manter amizades, pois acho que sou antipático e uma pessoa desagradável para se conviver.
Há alguns anos eu tinha tudo para ter uma vida muito boa: boas amizades, um relacionamento com uma pessoa incrível, uma vaga em uma ótima faculdade em um curso de medicina... Mas pela minha inabilidade de entender as consequências das minhas decisões eu larguei tudo isso... Descartei meus antigos amigos, perdi a pessoa que eu amava e larguei um curso superior que me colocaria no rumo para o sucesso.
Hoje estou fazendo um curso medíocre porque acreditei que eu iria gostar mais dele do que de medicina, mas eu estava enganado. Não tenho motivação pra estudar e minhas notas são também medíocres. Cultivei amizades tóxicas, comecei a usar drogas e a contemplar o suicídio quase que diariamente.
Sinto que tomei todas as decisões erradas e que provavelmente isso é realmente verdade. Agora preciso tomar um monte de remédios pra conseguir funcionar minimamente em sociedade e não vejo razão nenhuma pra continuar vivendo.
Não estou buscando sugestões ou validação. Eu realmente só precisava falar sobre isso.
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2020.10.18 15:58 sinsinemy Terminei o namoro e me arrependo amargamente

Muito longo, mas preciso desbafar.
Tudo aconteceu no último final de semana de setembro, a gente tava super feliz e estávamos prestes a fazer 1 mês de namoro e 7 meses que a gente ficava e se conhecia. Por culpa de um print ele ficou com ciúme de uma bem idiota (muito idiota) e parou de me responder, me ignorou o dia inteiro e eu queria sair com ele e NADA dele conversar comigo. Decidi sair sozinha com outros amigos, a gente pertence a grupos diferentes de amigos porque moramos há 33km de distância e é foda se ver todos os dias, ir nos mesmos lugares porque na prática é longe. Cheguei na festa e nada dele me responder, tentei conversar liguei, mandei mensagens em todas redes sociais e de verdade eu tava muito ansiosa, no mesmo grupo de whatsapp que a gente tava, ele tava marcando de sair com os nossos amigos e eu podia simplesmente sair dessa festa e ir pra lá pq era relativamente perto até. Mas ele não me respondia então eu justifiquei todo aquele print que ele ficou com ciúme e provei que não precisava daquilo, toda hora ele falando que não queria conversar comigo, eu ligava e ao mesmo tempo eu tava bebendo, juntou tudo comecei a ficar triste demais, comecei a me sentir insegura, pensei muita besteira, pensei em tudo de ruim e a única coisa que eu queria era conversar com ele pra ve se me acalmava e eu não tinha nenhuma resposta. Chorei bastante, tava muito abalada e na mesma noite eu falei que era melhor a gente terminar (por mensagem), falei várias coisas por impulso, terminei por impulso e por toda aquela tensão. Me arrependo bastante. No outro dia eu tentei falar com ele, tentava e tentava porque eu tinha me arrependido bastante cara e ele já tava tipo "vc terminou cmg" e me repreendeu por eu ser imatura de ter feito isso e não pensado no depois. Chorei, fiquei mal bloqueei e desbloqueei ele por no mínimo 8 vezes. Não conseguia me afastar. Pedi pra que ele deixasse eu ir na casa dele pra gente conversar melhor e fui lá, levei até um par de aliança baratinha torcendo muito que desse certo. Conversamos, se acertamos mas ele tava meio diferente, falava umas coisas que eu não gostava mas que ele sim e que a gente não combinava tanto assim, saímos, se beijamos, conversamos e eu achei que daria certo e que ia ficar bem, tava com muita esperança. Dei aliança pra ele no fim da noite e depois disso a gente teve um momento nosso, foi lindo. No outro dia ele já tava meio distante, meio chato e fomos fazer visita na casa da tia dele, foi legal, ganhei bastante presentes e eu amo a família dele, me sinto muito feliz e confortável quando estou lá. Esse dia eu tinha que ir embora e ele ia sair com os amigos dele, me chamou e eu não tava super afim, sabe? Falei que pegava o mesmo caminho que ele e ia embora. Assim foi, fomos e ele ficou o caminho todo no silêncio, não falava, não pegava na minha mão, nao me olhava, não reagia a nada e eu só queria alguma demonstração e se por acaso eu mudasse de ideia pra ir com ele, já que os amigos insistiram pra eu ir e ele nada, sem reação alguma e isso tava me incomodando demais, eu tava quase chorando. Fui direto pra casa, com aperto no coração porque queria tar com ele mas eu me sentia desconfortavel de tar com ele, complicado. No outro dia ele me ligou e terminou comigo, sem mais nem menos, dizia que me amava e falou que não dá mais. Eu insisti muito, demais e falei que dava certo sim e esse foi o dia mais triste. Doeu demais. Sofri muito. Chorei e chorei tanto. Porque ele falou que não, mas falava que me amava e me agradecia por tudo mas falava que não. Era muito ansiedade e eu falava com ele, eu tentava mandar mensagem como se fôssemos amigos pq eu não aguentava não passar 1 dia sem saber sobre ele, sempre a gente caia numa conversa legal sobre a gente, ria e entendiamos que a gente tinha terminado, que somos ex e falávamos sobre esperança que era algo que eu tenho e ele fala que também tem. Eu amo ele demais, sou apaixonada por ele, isso é foda. Mas eu falei até sobre a gente "ficar", pra gente se ver e eu tava com muita saudade e ele aceitou. A gente saiu e foi perfeito, eu ainda era apaixonada por ele e tudo que a gente fazia era bom demais. Sentamos e conversamos mais sobre o nosso término, ele falava que não tava pronto pra namorar e até disse um "você merece uma pessoa melhor", mas eu tentava falar que não e que ele era o melhor pra mim. Ele falava que não tava pronto, que me amava muito mas tinha que pensar mas pensar em que? Quem amava tinha que ficar junto, mas eu baguncei a cabeça dele, eu terminei do nada, tava muito bom que eu estraguei tudo. Fiquei triste e comecei a chorar do lado dele e ele me abraçava e falava que me amava, insistiu pra eu ir pra casa dele e a gente sair no outro dia. Eu aceitei. Dormimos juntos e foi muito bom, mas ele nao era 100% meu (namorado), eu me sentia muito bem com ele, era gosto demais todos os nossos momentos. Levantamos o outro dia e fomos, senti ele distante de novo pegava na mão dele, foi legalzinho e eu curti todo o momento da melhor forma que dava. Eu tava com ele e só isso importava e fui (de novo) pra casa dele pq tava muito tarde pra eu voltar pra minha, dormimos juntos e passamos o dia seguinte inteiro juntos e eu tive que ir embora, que tinha algumas coisas pra resolver em casa também. Pra mim a gente ia continuar assim, conversar e sair as vezes. Cheguei em casa, me bateu a saudade maldita, ele passou 1 semana me respondendo só o necessário e bem seco, não puxava assunto e nem nada. Eu tava sozinha de novo, fiquei triste e mandei aqueles textos de como eu tava me sentindo pra ele e ele ficava :/ e falava algo desconexo ou mandava eu parar de ser assim, teve uma hora que não aguentei mais e falei se a gente podia resolver de uma vez. Cobrei ele de me responder direito e ele disse que a gente tinha falado o bastante. Tentei conversar pra eu parar de ter esperança nisso e mandei ele dizer se era o fim e acabou ou que ainda iria tentar. Ele só falou que não queria conversar comigo naquele momento e eu compreendi e ao mesmo chorei muito, muita dor, muita tristeza e parei de responder também. Falei pra mim mesma que não iria insistir ou chamar ele de novo, que era melhor um tempo afastado, sei lá, só um tempo. Um tempo pra ele pensar e pra mim também, eu sei que ele me ama como eu também amo ele. Por algum motivo não tá dando certo agora mas eu espero que do fundo do meu coração dê certo, eu tenho esperança. Ele é meu primeiro amor, não foi o meu primeiro namorado mas foi a pessoa mais intensa e ao mesmo tempo a melhor pessoa que já conheci. Termino isso aqui numa poça de lágrimas. Até.
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2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.10.11 03:02 Thanks_Confident Amizades

Entao meu circulo de amizade é bem pequena,na verdade sao quatro pessoas que me comunico e vejo ao longo da semana... E todos falam que quanto menor o seu circulo de amizade é,mas verdadeiro ele é tbm !! Mas o que ninguem conta é que quando é pequeno ele tem seus defeitos tbm,hoje em pleno sabado,as 22:00 hrs estou em casa justamente por meu circulo de amizade ser pequeno... Louco pra beber mas nao tenho uma amizade pra acompanhar,porque dessas quatro pessoas duas sao um casal(que decidiram assistir filme) ,uma nao bebê e a outra esta tomando remedio,entao nao pode beber !! Direto eu penso nisso e fico puto por nao ter mais amigos ou conhecidos,tenho 20 anos e quero curtir,beber,sair,ter historia pra contar quando tiver com uns 30,35 ou uns 40 anos !! Preciso mudar algo em minha vida urgentemente ou vou me arrepender mais pra frente por nao ter aproveitado essa fase da vida...
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2020.10.10 10:04 biel2907 Muitos problemas mentais

Boa madrugada, ou nem tão boa assim... Pra você que vai ler o que vou dizer, entenda que sua mente tem que ser muito aberta, principalmente a perdão, e o que você vê como ser humano ou não...
Enfim, indo do passado ao presente, meus pais nunca tiveram um relacionamento muito bom, desde que eu me entendo por gente, e estou falando disso porque é o que eu penso que pode ter provocado algo em mim do que vai vir a seguir... desde que eu me entendo por gente eles sempre brigaram, meu pai é muito mulherengo e minha mãe era bem menos "fogosa" que ele, e o casamento não deu muito certo, nunca vi meu pai bater nela, mas a pior briga que eu já vi foi ele ameaçando bater nela, mas isso nunca aconteceu, e eu não queria que eles terminassem de jeito nenhum até os meus 14/15 anos mais ou menos, pra mim era como se fosse o fim do mundo, depois eu entrei em uma escola técnica/ensino médio e vivia lá porque era muito tempo estudando e em uma cidade vizinha, conheci uma garota 2 anos mais velha que eu, foi a primeira pessoa que fiquei e assim que ficamos a primeira vez ela me pediu em namoro eu aceitei, não sei bem porque, mas foi indo, meu pai foi pra são paulo trabalhar porque tinha mais oportunidade (sou do rio de janeiro com minha mãe) e vinha as vezes 1 ou 2x por mês só visitar a gente, então o casamento foi só piorando... mas meu pai já tinha traido minha mãe antes e ela "perdoou" uma vez. Agora entra outro problema, eu não sei o porque, mas eu comecei a exercer um relacionamento tóxico/abusivo com essa garota que eu namorava, ela fazia tudo por mim me amava de verdade, e eu não conseguia confiar de jeito nenhum! E eu fui doente demais, fiz ela passar por coisas horriveis, a mãe dela controlava ela também, e eu também, e acabei brigando com a mãe dela (só discussão), enfim, mas a minha namorada foi a que mais sofreu, sério, são coisas terriveis, durou 4 anos nosso namoro, mas eu só ia piorando nas humilhações a ela,principalmente quando terminei a escola e fui pra faculdade em outra cidade, já fiz ela passar papel higienico no rosto, etc, inclusive já cheguei a agredir ela fisicamente (especificamente dei um tapa no rosto, não foi forte pra deixar marca nem nada disso, mas mesmo assim é TOTALMENTE errado, e eu nunca mais quero repetir algo do tipo), durante esse tempo meu pai engravidou outra mulher em SP minha mãe descobriu e eles finalmente terminaram (e eu agradeci por isso, não aguentava mais o relacionamento deles), uns meses depois a minha ex namorada finalmente se ligou com a ajuda das amigas dela e etc, e eu acabei terminando com ela por uma besteira minha e ela não voltou mais, e cortamos o contato dali, a partir daquele momento eu fui instantaneamente pro psiquiatra/psicólogo e comecei a frequentar bastante, eu passava mal durante meu relacionamento também por ansiedade de vomitar, ter caimbra no corpo todo, entortar ir pro hospital etc, isso já aconteceu varias vezes, eu acordava assim, em viagem de onibus sozinho, e era duro pras pessoas perto de mim ver aquilo, mas meus pais não gostavam de médicos de saúde mental, e só depois de tudo isso que eles resolveram que eu "deixar" eu ir. Eu ia bem na faculdade, porém nunca tive um sonho do meu curso em especifico, mas meu sonho era ter uma familia e só, nunca fui muuuito social, mas tinha uns amigos, até hoje tenho, depois que terminamos, eu não via motivo pra continuar na faculdade que pra mim era só pra dar um futuro pra minha familia que eu construiria, uma vez que fiquei sozinho perdi totalmente a vontade, tranquei voltei pra casa pra ficar com minha mãe, e ela também trabalha em algo bem simples e nunca teve vontade de melhorar na vida em questão de estuadr etc, e acho que acabei pegando esse jeito dela, mas é mais problema meu, n posso culpr os outros, hoje com 21 anos em plena quarentena com muito tempo livre eu não tenho emprego, não consigo lidar com os estudos EAD da faculdade (que tentei voltar) não tenho vontade, mas também não tenho vontade de fazer nada, eu queria um sonho, um motivo, algo profissional pra eu tentar aprender e melhorar, mas eu não consigo ter vontade de nada disso, chorei uma ou 2x e liguei pra uns amigos pra desabafar, mas sinto que já não tenho mais amigos pra isso... e também não adianta muito, porque eu quero uma solução, e acho que só tem como vir de mim, eu dei uma parada nos médicos mas já marquei psiquiatra/psicólogo novamente, tenho uma relação horrivel com meu pai desde então também, ele ja ameaçou brigar comigo e eu ameacei matar ele (falei da boca pra fora, bem eu acho) e tenho sonhos em que ele volta de SP pro RJ e sou obrigado a conviver com ele e é pertub ador, porque ele sempre foi uma pessoa mt grossa, e eu não sei mas tenho uma raiva guardada dentro de mim dele e não consigo lidar com isso, eu só queria esquecer q ele existe, mas sei que ele vai voltar aqui uma vez ou outra pra querer me ver, ver minha mãe, os pais dele q são meus vizinhos, etc. Enfim, a ansiedade eu consegui melhorar bastante com os remédios, os problemas de ser abusivo e tóxico eu falei tudo isso em diversas terapias, e acho que lido bem melhor hoje (só pondo a prática, eu namorei uma menina depois dessa mas foi por menos de 1 mes, foi bom pra nós apesar de ser curto kkkkk porque eu passei um tempo em SP assim que eu terminei o primeiro namoro, mas só piorou as coisas com meu pai lá e eu voltei e acabei terminando com a menina, na verdade foi bem consensual, ela gostou de mim mas também nem tanto pra namorar kk n tinha a magia, mas de verdade fui uma pessoa bem boa pra ela no tempo curto que tivemos e foi legal pra mim tentar me provar que melhorei mesmo que um pouco. Enfim é isso, não sei se pode ser curiosidade de vocês, mas eu me desculpei com minha ex 1 mes depois q terminamos, e ela tava bem melhor, acredito que possa ter buscado ajuda profissional depois de ter passado tantos problemas comigo, mas a ultima vez que vi algo dela, inicio desse ano (terminamos ano retrasado), ela aparentava estar bem, não nos falamos, eu até hoje me sinto culpado pelas merdas, mas isso n apaga o passado... enfim, eu to tentando reconstruir tudo, inclusive quero tentar esquecer isso com meu pai, mas primeiro preciso achar um futuro pra mim profissionalmente, e isso tá foda, porque preciso não depender mas da minha mãe, mas ajudar ela em casa que não é nada fácil nos dias de hoje...
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2020.10.10 00:19 Westa1995 Marcelo Rebelo de Sousa é Satânico - desafio qualquer um a mudar a minha opinião.

Boa noite meus caros.
Antes de mais, sim estou são e de excelente saúde, e espero que voçês estejam também. Estou a lançar este fio para efeitos de debate. Percebo que é uma suposição extravagante que coloquei no titulo mas garanto que é completamente honesta. Como sei que poucos a levarão a sério, escrevi bastante de modo a justificar o meu pensamento, mas sem esticar isto de modo a que ninguem leia. Posso tentar colocar links mais tarde, mas já fica tarde e acredito ter indicado bem o que é opinião e o que é facto ter indicado de modo a ser fácil de pesquisar portanto por agora é isto.

Primeiro para nos situarmos:

Acredito que política a sério é feita atrás de portas fechadas. Aquilo que é feito público pelos medias é pouco mais que teatro.
Não só em Portugal mas a um nível mundial, o clima geopolitico é completamente diferente daquilo que nos é vendido. É uma hierarquia composta por lideres políticos de vários paises na qual cada um tenta agradar mais a elite das elites que está no absoluto topo, através de tributos, submição e demonstrações de competências ditatoriais e de manipulação do público.
Todos os que estão dentro deste grupo têm como requesito serem fáceis de controlar e terem absoluta lealdade aos seus superiores, seguindo todas as ordens de modo diligente e sem consciência dos danos que causam à Humanidade.

De onde vem este ponto de vista:

Já uns anos atrás, vi uma entrevista de um senhor chamado Ronald Bernard, um investidor que subiu muito na pirâmide hierarquica e eventualmente foi convidado para um ritual satânico. De acordo com ele, o nome do jogo nessas posições altas é "chantagem". É preciso ser fácil de controlar de modo a poder entrar no grupo que constitui o topo da pirâmide económica.
Isto é consitente com o que outras pessoas disseram, como Isaac Kappy que denunciou celebridades como o Stephen Colbert e o Spielberg como sendo pedófilos uns meses antes de se "suicidar". É tambem consistente com personagens como o Jeffrey Epstein, tendo ele uma operação de tráfico Humano onde gente de perfil importante no mundo ia à ilha dele violar ou matar, ou qualquer outra coisa, a crianças. Operação a qual tambem só seria possível por gente com muito dinheiro, entre montar a ilha, os aviões necessários para transportar tudo isto, sobronar autoridades os custo já mais seriam possíveis de cobrir por alguem menos que gente como esta.
Devido a isto, é me indiferente se Trump ou Biden ganha, pois acredito solenemente que ambos respondem ao mesmo senhores. E a eleição de um ou de outro apenas iria acelarar ou desacelarar as intenções com as quais quem está a puxar os fios irá executar seja lá o que têm planeado. Hillary não foi presa, muralha com o México ainda não terminada não passa de uma vedação fácil de serrar e que já estava a ser construida no tempo do Obama, censura online só tem vindo a piorar, Julian Assange não foi perdoado, retirou dinheiro da OMS mas dou-o à Johnson&Johnson que por si doam à OMS, disse numa reunião para retirar as armas aos Americanos "sem processo devido" e que conveninete foi Trump ter apanhado o tal virus uns 33 dias antes da eleição. Biden tambem óbviamente não é capaz para a posição caso fosse uma posição verdadeira. Mas como disse, única diferença real seria a confiança com a qual a agenda seria executada. Trump? Ainda vai haver resistência, melhor esperar até 2025 ou assim. Biden? Já cairam todos na nossa teia, em frente com a nova USSR.
Estico isto até celebridades e outro multimilionários, dando exemplo de Elon Musk a fazer-se de polícia bom e Bill Gates de polícia mau. Todos a fingir oposição à frente das cameras mas perseguindo a mesma agenda, lentamente mas sem parar, na realidade.
Quem são esses tais que digo estão a puxar os fios? Especulo que sejam banqueiros, nomeadamente das familias Rothchild e Rockfeller e outros que desconheço ainda mais do que estas de que já sei pouco. Alegadamente são os donos de qualquer banco central no planeta, tanto da Reserva Federal nos EUA (a qual não pertence ao governo apesar do nome "Federal") como o banco central no Japão, tanto como o de Espanha, tanto como o de Portugal.

Pequena pausa

Percebo que estou a fazer grandes saltos em lógica em vários pontos pois é muita informação a qual não consigo colocar toda aqui. No entanto, acredito que esta perspectiva explique muitas das incosistencias e hipocrisias de gente em cargos de poder altos que tipicamente desculpamos como mêra estupidez.
Para quem está a ser exposto a estas ideias pela primeira vez, eu demorei anos até chegar a este ponto. Não foi algo súbito que decidi de um dia para o outro, é observação de várias situações e debates ao longo de pelo menos meia decada. Estejam à vontade para não acreditar hoje e me chamar maluco. É natural, tambem rejeitei sequer pensar nisto durante muito tempo por medo do efeito que contemplar isto teria em mim pessoalmente. Se me quiserem agora chamar cobarde, tambem aceito.
Mas por favor, leiam e invistiguem o que eu escrevi. Testem isto. Tentem prever ou explicar o que politicos, celebridades ou outros orgãos de poder vão dizer ou fazer ou disseram e fizeram com isto em mente e vão ver que encaixa mais vezes do que tem direito de encaixar. Óbviamente tambem aconselho a não se deixarem obsecar com isto, nem tudo é branco ou preto e conscientemente relacionado com isto. Portanto, como tudo na vida, é ter moderação.

Chegando agora ao ponto que quero fazer sobre Marcelo:

Que lógica teve proibir deslocações entre concelhos na Páscoa, e permitir de imediato a realização do 1º de Maio?
E esta é a pergunta fundamental que quero abordar. Já pensava em muito disto antes deste ano, e infelizmente previ que haveria uma tentativa de sabotar a Páscoa. "Se o Marcelo cancelar a Páscoa ele é parte deste grupo de satânicos" foi o que eu pensei uns meses atrás. O que de certa forma ocorreu, ao utilizar força policial para impedir deslocações entre concelhos. E continuando até hoje ao anunciar já uma iniciativa de sabotar tambem o Natal, dizendo que este terá de ser "repensado". Novamente- Porquê?
Dizer que foi para impedir o virus não faz sentido. Eu deslocar-me sozinho no meu carro ou mota na Páscoa para ir ver familia, num ambiente controlado em que todos nós nos conheçemos não espalharia o virus como encher autocarros de gente aleatória de vários pontos do pais para ir celebrar o 1º de Maio. Não deveriam ambas terem sido canceladas? Ou se apenas uma, não faria mais sentido o 1º de Maio?
Será porque pelo 1º de Maio já tinhamos informação sufeciente para concluir que o virus não é uma ameaça? Nesse caso porque continuamos em confinamento? E mais, porque está Marcelo agora a alastrá-lo para obrigar máscaras ao ar livre?
Paises como a Suécia que não confinaram nem forçaram máscaras já não têm mortes de covid. E noto que estou a falar de "mortes" e não de "casos".
Vários médicos e virulogistas já arriscaram a profissão para rejeitar a eficácia destas medidas, e se ainda acreditam em fontes "oficiais" - a própria CDC já publicou taxas de mortalidade para o covid de 0.002% para pessoas com mais de 70 anos. Para referência - gripe tem uma taxa de 0.1%.
Em vez de as acentuar, não deveriamos estar a levantar restrições agora que temos estes dados e exemplos?
Apartir da narrativa que é vendida - do presidente bacolas de Portugal que toda a gente adora e ignora a constituição para efeitos de "segurança". Lamento, mas genuinamente não consigo arranjar consistência na lógica entre estas medidas de proibir celebrações isoladas Cristãs e não festivais com factores ideais para o virus se espalhar
Nem de continuar, quanto mais alastrar, com as medidas após já termos "alisado a curva" coisa que tinha sido anunciada ser feita em poucas semanas e já vai em vários meses.
No entanto, peço que abram a mente por uns poucos minutos e apenas entretanham esta perspectiva:
Se Marcelo fizer parte de um grupo satanico que não serve os interesse dos Portuguese, então subitamente estas medidas são completamente lógicas e consistentes.
Claro que ele, sendo satânico e desprezando Cristianismo, iria sabotar celebrações Cristãs e humilhá-los ao permitir outras de modo claramente hipócrito.
Tal como Hitler, odiando Judeus, impediu as celebrações deles. Marcelo, sendo lider de um pais e portanto pertencendo ao mesmo grupo que outras figuras politicas relevates e o qual tem como requesito de entrada rituais satânicos, odeia Cristãos. E dou o exemplo da Hillary e o Obama chamarem Cristãos "veneradores de Páscoa" quando houveram atentados terroristas a uma igreja em Sri Lanka uns tempos atrás. Há vários outros exemplos melhores se começarmos a falar de medidas políticas, mas estou a apresentar este pois queria ilustrar isto a um nível mais pessoal possível. Nem num tweet teatral conseguiram esconder o ódio que têm a Cristãos, e é com este tipo de gente que Marcelo anda quando sai da praia e as cameras estão desligadas.
E é este desafio que estou a lançar - Que outra perspectiva, senão esta, traz lógica a todas as medidas de Marcelo?
Sem levantar os ombros e dizer "é palerma". Porque eu já não consigo imaginar mais nada.
Tambem podemos usar isto para racionalizar suspeito do caso de pedófilia da Casa Pia, um senhor Ferro Rodrigues, ainda ter presença como presidente de assemblei. E muitos outros casos, nos quais o Marcelo ficou indiferente ao sofrimento dos Portugueses, como em Pedrogão, ou foi cúmplice da corrupção, como recentemente ao deixar passar a expropriação de propriedade privada por membros de governo ou o Costa poder despedir juizes por telefone.
Mas eu quero manter isto simples para evitar variáveis. Portanto vamos deixar-mo nos com a hipócrisia de que celebrações podem ou não ser restritas.

Extra:

Isto que escrevi até agora foi o meu foco principal, mas já que estou aqui aproveito só para acrescentar um pouco mais de especulação.
Assumindo estar certo, não sei quão alto o Marcelo, Costa, vários outros ministros e Rui Rio estão nessa pirâmide. Não muito imagino, pois não aparentavam saber acerca do plano do covid no ínico. Com o Marcelo refugiando-se como o cobarde que é, e deixando a DGS falar verdades de que "o virus não é perigoso" e de que "máscaras não funcionam" durante uns meses.
Parece que não foram informados pelos seus amigos e chegaram tarde à festa, mas eventualmente lá lhes disseram e começaram então as medidas dictatoriais.
E mais, acredito que estão a tentar subir na posição que têm na pirâmide. Fazendo doações ou tributos à China, que certamente está mais alta que eles neste esquema, com a desculpa dos ventiladores, os quais nunca apareceram - pois não foi uma "compra". E tentando subira tambem, mostrando-se ditadores competentes tais como o Whinnie Poo Chinês ao conseguirem subjugar Portugal com máscaras permanentes, mais empobrecimento, controlo de todos os orgãos de poder, fraude eleitoral e destruição do Cristianismo.

Conclusão:

Se tiveram o incómodo de ler isto tudo, agradeço. Se me conseguirem fazer mudar de ideias, agradeço ainda mais.
Se for apenas para chamar nomes de que sou conspiracionista e afins, bom, compreendo e lamento. Compreedo pois tambem já estive desse lado naive. E lamento pois ser chamado conspiracionista ou paranóico já perdeu muito do efeito quando temos reporters da TVI a escrutinar o Trump descer umas escadas ou gente a conduzir sozinha com máscara, viseiras e luvas.
Este sub tem sido bastante amigável à liberdade de expressão, portanto apenas peço não ser censurado. Nem que nenhuma das resposta que me dêem sejam, independentemente do quão perceptivamente construtivas ou não.
Já estou farto de escrever por agora e haverei de demorar tempo a responder, mas vou tentar o mais possível durante o fim de semana.
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2020.10.09 17:20 biaf14 Como posso me assumir?

Oii... Então, como podem ver no título, eu preciso de ajuda para me assumir para minha família, eu tenho muito medo, muito medo mesmo do que pode acontecer.
Pra início de conversa, eu uma menina trans, desde pequena eu sempre tinha interesse em vestir roupas femininas (cheguei até a vestir algumas de minha mãe escondida, e teve uma vez que ela me pegou), mas eu não entendi nada do que era aquele sentimento.
Faz 2 anos que finalmente me descobri, mudei todos os nomes da minha rede social para "Beatriz" ou "Bia", menos as redes sociais a qual tenho meus pais (como o WhatsApp, que eu coloquei de Nick apenas emojis), mas eu tive um problema, eu não sei como assumir-me para eles. Meus pais não são tão religiosos e os amigos deles são gays, só que eu não sei como eles reagiriam ao saber que seu filho mais velho na verdade tem disforia de gênero e se identifica como mulher.
Atualmente tenho 18 anos, tenho até um namorado que me aceita do meu jeito... Mas o maior problema é esse, eu não aguento mais meu corpo, minha disforia chegou a um nível absurdo, eu quero iniciar minha transição o quanto antes... Queria fazer isso aos 19 (vou completar próximo ano), mas sei lá... Eu não sei como fazer isso, eu não quero correr o risco de ser expulsa de casa, ou simplesmente deixar de ser aceita e me tratarem mal.
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2020.10.08 16:13 greybirdybird É muito doido como as redes sociais fazem eu me importar com coisas que normalmente eu não me importaria

Eu sou uma pessoa muito simples, tímida e "low profile" (rs). Tem uns meses que eu me afastei de facebook e instagram, mantendo só o reddit e o twitter. Acontece que nos últimos dias eu loguei de novo no fb e no insta e me deparei com publicações de pessoas que me fizeram querer ser... igual a elas? São pessoas criativas, artísticas, inteligentes, populares, "adoradas" e com muitas curtidas e comentários em suas publicações. São pessoas lembradas, aparentemente com muitos amigos, daquelas que todo mundo gosta e quer estar junto. Pessoas que recebem várias dedicatórias no dia de seus aniversários, são cultas, engajadas, lêem e comentam mil livros e filmes, enfim, rs. Não foi uma admiração boa que eu senti, foi inveja. Foi vontade de ser e ter tudo isso também, mesmo isso não sendo natural vindo de mim. Eu gosto de ser discreta, eu gosto de não me expor nas redes sociais. Na verdade, eu nem gosto das redes sociais mais. Por que então isso me atinge assim? Será que eu preciso estar online pra ser lembrada? Será que se eu não estiver constantemente postando algo na internet eu vou continuar sem muitos amigos? Ou será que vou ser esquecida pelos poucos que tenho? Por que eu sinto que deveria estar fazendo mais alguma pós, ou em um emprego melhor, ou criando alguma coisa pra mostrar pros outros? Enquanto eu tô longe das redes eu não preciso desse tipo de validação. Mas é só eu ver como a vida dos outros tá diferente da minha que começo a me incomodar com tudo. Enfim, questões.
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2020.10.06 22:10 helloraphone Estou apaixonado, mas tenho medo

Em janeiro deste ano, terminei um relacionamento de 11 anos e meio que me fez sofrer demais. Sofri tanto que terminei por telefone dizendo "estou encerrando esta ligação e nosso relacionamento". Desde então, nunca mais falei com o ex e minha vida segue normalmente. Mas que ano errado para terminar um namoro e ver as possibilidades, não é mesmo?
Desde então, estou no Tinder, saí com alguns caras.
Logo depois do carnaval, dei um match FODA. Era um baiano que passou o carnaval em São Paulo e tinha acabado de ir embora para a Bahia. Chama-se Theo, tem 28 anos, é de Áries com ascendente em peixes. Ele programava passar o aniversário dele, em abril, em São Paulo. Como sabemos, os planos foram por água abaixo, mas mantivemos o contato e nos falamos quase sempre desde então. Somos muito sinceros um com o outro, temos o mesmo gosto musical, temos assunto que não acaba mais, ele gosta de cozinhar, eu também, além de ser 100% meu estilo fisicamente. Chegamos a fazer chamada de vídeo de mais de três horas de duração sem ver o tempo passar. Agora, ele pretende vir para São Paulo em novembro, no entanto depende do processo seletivo de uma pós-graduação para isso acontecer. Esta seria a chance de nos conhecermos pessoalmente e provar se nossa química bate mesmo.
Com a pandemia, em Abril, vim para o interior de São Paulo resolver umas coisas e apenas voltei para a capital para resolver algumas coisas, mas estou aqui quase que direto desde então. Até conheci algumas pessoas e alguns deles viraram amigos, pois não gostaria de me comprometer, já que tinha o Theo como principal pretendente.
Só que em Junho conheci o Thiago (mudei o nome pois a cidade é muito pequena e só ele tem o nome real dele aqui), nascido aqui na cidade, com 28 anos, áries com ascendente em escorpião. O tipo dele me agrada demais, mas nem chega perto do estilo do Theo.
O que era para ser apenas uma trepada, acabou meio que saindo do controle. Sentimentos aflorados por conta do isolamento, um ótimo encaixe na cama e acontecimentos diversos (o pai dele faleceu pouco mais de um mês depois de nos conhecermos) fizeram com que nos uníssemos mais e me despertasse sentimentos que eu não esperava. Frequentamos a mesma religião, somos da umbanda, vou ao terreiro que ele vai mais de uma vez por semana, conheci os irmãos dele da casa, já convivo um pouco com todos os amigos dele. Ele se declarou muito para mim e eu sempre tentei puxá-lo para o chão, para não se iludir - afinal, tenho o Theo ainda como prospect.
Viajei para São Paulo por alguns dias e, antes de ir para lá, Thiago conversou comigo dizendo que era melhor pararmos naquele momento. Eu concordei. Mas, otário que sou, acabei me apaixonando e ele assumiu que só estava com medo de se envolver ainda mais. Quando voltei, continuamos a nos ver e seguimos o baile.
Apesar das afinidades com Thiago, ele tem alguns comportamentos que não me agradam. Ele usa maconha com frequência, o que já não ligo mais, mas chega a usar drogas mais pesadas eventualmente, tem um pouco de ciúmes e nas últimas vezes foi um pouco mais hard no sexo, o que chega a me machucar, mas sempre peço para ele se controlar - e ele se controla. Só que eu adoro sexo oral, e ele não faz em mim, apenas eu nele.
Recentemente comentei com uma amiga da família daqui da cidade com quem eu estava me relacionando e ela chegou a falar que ele foi até preso. Cheguei a fuçar sobre a vida dele e encontrei, de fato, esta informação. Mas aparentemente foi uma situação de desacato, o que, para mim, não parece tão grave, principalmente levando em conta o fato de ele ser negro e a cidade ser um forte reduto racista, com histórico nazista, etc.
No penúltimo final de semana, fomos para uma cachoeira aqui mesmo na cidade. Conversamos um pouco, ele me confessou continuar com medo de se envolver, mas disse que conversou com a Pombagira da mãe do terreiro que frequentamos, e ela disse que nossos caminhos se cruzaram para não se separarem mais, mas não liguei tanto pra isso, pois acredito que nós mesmos traçamos o nosso destino, dentro do nosso karma e das possibilidades que temos.
Depois que fomos embora da cachoeira, eu vim para a minha casa, conversamos coisas agradáveis pelo WhatsApp, sobre como tinha sido o dia, ele me mandou as fotos que tiramos (primeira foto juntos em três meses nos vendo) e pediu para que eu olhasse o status dele (os stories do WhatsApp). Aí que me deparo com a nossa foto e a legenda "o dono do meu <3", seguido de um print da conversa que estávamos tendo, em que eu agradecia pela oportunidade de conhecer coisas novas (sou super urbano e nunca tinha ENTRADO em uma cachoeira até então).
Essa publicação dele me deixou surtado, pois não esperava que ele fosse revelar para a cidade toda nossa relação e, de quebra, fazer uma declaração para mim para todos os amigos DELE verem (ainda bem que não temos amigos em comum).
Naquele mesmo dia, ele foi para um bar com amigos, desapareceu completamente até segunda-feira, quando dei um puxão de orelha nele por conta destas atitudes, o que influencia principalmente as atividades religiosas que praticamos, que requerem um período de resguardo, sem drogas, evitando o álcool e também sem sexo.
Esta semana nos encontramos novamente para finalmente ficarmos juntos um pouco. Não transávamos há algumas semanas e não estávamos com tempo para ficarmos um tempo considerável juntos. Só consegui encontrá-lo às 19h de sábado, transamos e não era nem 20h já tinha amigo mandando mensagem para irmos para o bar nos encontrarmos com ele. Eu realmente esperava que fôssemos passar um tempo juntos de verdade. Mas, no bar, eu quase não tenho atenção, ele facilmente exagera nas doses, mistura bebidas. Para ajudar, um dos amigos dele estava com cocaína e cheguei a suspeitar que ele teria cheirado também. Imediatamente após minha suspeita, o levei para um canto e joguei a real: "enquanto tiver maconha e álcool, eu aceito. A partir do momento que você passar deste ponto, eu não estou mais aqui". Ele disse que não tinha cheirado, decidi por acreditar nele.
Nas duas únicas vezes que fui para o bar com ele, confusões aconteceram. A primeira, ele se alterou com os amigos e eles começaram a discutir entre si. Na segunda, um dos amigos exagerou na dose, e ele ficou ali para controlar a situação (mas sempre com discussão e atitudes exageradas). Ambas as vezes, eu apenas assisti, de longe, pois bebo muito pouco e mal conheço aquelas pessoas, mas entendo que não sejam as melhores companhias. Soube que um deles, que namora, faz bicos de garoto de programa escondido do namorado para "complementar e renda". E os amigos acobertam.
A questão é que quando estamos juntos, ou nos dedicando à nossa religião, ele é uma pessoa completamente diferente. Dócil, carinhoso demais. E eu me apaixonei por esse Thiago. Só que os demais pontos me chateiam demais e não sei como abordar isso. Sou muito inseguro por conta do meu antigo relacionamento e tenho medo de estar cometendo erros também e não enxergar (estou certo que nenhum dos meus erros são como os descritos acima).
No último sábado, dia da confusão com um dos amigos que exagerou na dose, quando tudo se acalmou, mas ele ainda estava alcoolizado, disse que me ama. Eu retribuí as palavras porque estou certo de que este é o meu sentimento - e não preciso estar bêbado para colocá-lo para fora.
Só que no meio de tudo isso eu estou com medo. Meus amigos falam para eu viver o momento e não me prender à hipótese de conhecer o Theo quando ele vier para São Paulo, ou eu ir pra a Bahia.
Estou me prendendo a essa possibilidade quase remota da vinda do Theo para cá?
Acham que devo ser sincero com o Theo, como sempre fui, e explicar para ele o que está acontecendo, mas tentando deixar as portas abertas?
Como posso expor o que me incomoda sem parecer uma tia mandona?
O fato de eu ter saído de um relacionamento conturbado me dá muito medo de entrar em outro tão pouco tempo depois - e no meio de uma pandemia.
Vivo o momento com o Thiago e deixo ver o que rola?
Agradeço muito se me ajudarem.
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2020.10.05 09:37 KurolNeko Sou um ciêntista político mediocre

Bem, esse ano me formei em Ciência Política. E, poxa, esse ano é ano de eleições. Obviamente deve ter um monte de oportunidades pra eu arranjar emprego né? Não. Primeiramente porque não tenho contato com ninguém e nunca acabei fazendo nenhum tipo de networking na área (questões relacionadas à cidade minúscula em onde fiz a graduação); segundo, porque eu não tenho menor ideia do que fazer para conseguir emprego na área (quer dizer, eu sei no que posso trabalhar mas não como chegar lá) nunca tive estágio do tipo pelas mesmas razões citadas na primeira situação. Eu sinceramente sinto que gastei quatro anos da minha vida à toa, já que eu só aprendi teoria, teoria e mais teoria sem nunca ter sido capaz de colocar em prática. A verdade é que eu até tenho medo de achar algum emprego (isso se eu encontrar considerando que não tenho experiencia alguma), e fazer merda. Apesar de eu ter sido um aluno exemplar e ter me esforçado bastante, não me serve de nada um título. Eu talvez, verdade, esteja pedindo demais. Um titulo não é nada, é o mínimo do mínimo. É o começo de uma carreira, mas a verdade é que eu realmente queria e preciso um emprego. Acho que todo mundo que se forma gostaria de poder sentir que o esforço valeu a pena.
Eu me sinto muito inútil, e ultimamente isso tem me deixado bastante pra baixo porque não sei o que fazer. Eu já tentei mandar e-mails pra vereadores, deputados e partidos (mas raramente respondem). Fui chamado pra trabalhar numa campanha de um amigo meu, mas de graça... Vejo também que os concursos públicos - areas relatadas à minha ou específica da minha tipo IBGE - que talvez tenham aqui por perto ainda não lançaram ou os que estavam abertos foram adiados.
Por outro lado eu comecei a fazer um mestrado de Antropologia por uma universidade argentina, apesar de não ter feito o exame de nivelação ainda, mas estou confiante de que vou passar. Bem, as coisas não estão tão más, né. Mas realmente queria poder simplesmente ja arrancar daqui e ajudar minha familia a botar comida na mesa.
Enfim, peço desculpas se eu estou sendo arrogante; talvez esteja sendo. Acho que apenas sou um ignorante que mal fez uma graduaçãozinha de merda e não sabe lidar com a realidade, assim como uma criança caprichosa que espera que chorando as coisas mudem.
De qualquer forma, obrigado por ler. Precisava tirar isso do peito, esse ano tá sendo foda pra todo mundo, mas imagino que tem pessoas aqui com problemas muito maiores do que os meus. Peço desculpas de novo por isso.
PS: É, minha autoestima tá -100 ja faz uns meses.
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2020.10.04 19:07 misakiness [Sério] Síndrome de Fadiga Crónica

Boas. Venho aqui procurar possíveis testemunhos para esta condição.
Em 2013, aos 16 anos, tive Mononucleose Infecciosa. Depois de 2 semanas de cama e da doença passar, queixei-me à médica de família que me sentia sempre exausta fisicamente. Quando me deitava à noite sentia que o corpo não estava a descansar, e acordava na manhã seguinte sabendo que tinha dormido porque mentalmente estava bem, mas fisicamente continuava tanto ou mais cansada que no dia anterior. Ela explicou-me que enquanto o vírus não fosse "totalmente expulso" do corpo, o que podia demorar até 18 meses, era possível que ainda tivesse alguns sintomas de cansaço dada à resposta imunológica do organismo.
Acontece que, passados 7 anos e meio, continuo cansada. Sinto que nunca mais fui a mesma pessoa, e só consigo mesmo aperceber-me disto quando me comparo às outras pessoas da minha idade ou quando penso em como eu era antes da doença. Os meus níveis de energia são bastante baixos, embora haja dias melhores que outros. E tem piorado significativamente ao longo dos anos.
As razões pelas quais me fizeram ignorar um pouco a procura por um diagnóstico foram as seguintes:
  1. Nos dois anos seguintes à doença, simplesmente aceitei que me ia sentir assim porque a médica me tinha dito que era normal
  2. Aos 18 mudei de cidade e entrei na Faculdade, e culpei o meu cansaço nas viagens semanais, novas rotinas, festas, aulas e estudo
  3. Comecei a envolver-me em atividades extracurriculares, que muitas vezes me faziam dormir pouco e consumiam muita energia física e mental
  4. Quando me queixava de cansaço todos à minha volta me diziam "isso passa" ou que eu era só "preguiçosa"
Há cerca de ano e meio comecei a ter uma rotina mais normal e foi aí que me apercebi que realmente o que eu estava a passar não era normal. Sempre gostei de dormir muito ao fim de semana, mas antes da doença eu não tinha qualquer problema em acordar com o despertador e ir fazer a minha vida. Sempre que oiço o despertador e acordo, desligo-o, e o meu corpo simplesmente dá shutdown. É preciso uma grande força mental para me obrigar a levantar, ou um compromisso que eventualmente tenha e que me desperta mais facilmente. Ainda assim, comecei a ser uma pessoa que se deixa dormir e chega atrasada, o que nunca acontecia (nem eu quero que aconteça), e sinto isto a piorar de dia para dia.
O meu horário ideal de sono são blocos de 10 a 12 horas, mas não invalida que ainda assim acorde cansada. Se deixar o meu corpo dormir, sou capaz de dormir dias inteiros. Não é como se eu acordasse e teimosamente dissesse "não, não quero, agora vou ficar na cama até me querer levantar". Mentalmente eu quero fazer coisas, até porque não deixo de ter responsabilidades, mas simplesmente o meu cérebro desliga e é muito difícil acordar. Recentemente tive alguns crashes e passei fins-de-semana inteiros a dormir e só acordava naturalmente porque tinha de me alimentar. Para além disso, mais recentemente tenho tido graves problemas de concentração, e os poucos picos de energia que tenho, quando aparecem, são por volta das 18h até às 20h e das 22h até às 2h da manhã. Não interessa a que horas me deito, quantas horas durmo, a temperatura do quarto, a quantidade de cobertores, se comi antes de dormir ou não, se deixo as janelas abertas: deito-me cansada, acordo cansada.
Recentemente tive um estágio curricular de 6h diárias, o que não é nada. Ainda assim chegava a casa e só queria deitar-me. Não é um cansaço incapacitante, consigo puxar por mim para continuar a fazer coisas, trabalhar, sair com amigos, etc. Mas é bastante incómodo por ser algo constante. O cansaço está sempre lá.
Fiz várias análises ao sangue ao longo destes anos e sempre esteve tudo dentro dos valores normais. Falei nisto à minha médica de família e a resposta que obtive foi "perder peso, beber mais água, fazer exercício físico, estabelecer padrões de sono". Ora vejamos:
  1. Perdi 15kg nos últimos 18 meses e estou dentro do peso saudável
  2. Bebo pelo menos 1,5L de água por dia
  3. Estive no ginásio alguns anos. É verdade que com a faculdade me tornei menos ativa mas também nunca fui completamente sedentária, e desde março que faço exercício diariamente (pessoas fit da quarentena assemble!)
  4. Pá, quanto a horários de sono: já tentei, mas também com a dificuldade que tenho em acordar não serviu de muito
  5. Também já tomei vitaminas e não fizeram ponta
Já me tinha cruzado com a síndrome de fadiga crónica num artigo online, mas só há uns dias é que me dediquei a ler e a pesquisar mais sobre o assunto. Ao analisar as causas deparei-me com a infeção pelo vírus de Epstein-Barr, a Mononucleose Infecciosa, e apercebi-me que uma grande percentagem de pessoas que afirmam ter estes sintomas sofreram da doença anos antes. Deixo inclusive este estudo, feito em 2009. Existem inúmeros artigos sobre a ligação de vários tipos de infeções virais ao aparecimento de sintomas de fadiga constante, e a maioria são sobre o vírus de Epstein-Barr. Inclusive conheço outras pessoas que tiveram Mononucleose e se queixam do mesmo: estão sempre cansados. Também já li várias threads no cfs sobre o assunto. Para quem quiser ler mais sobre a Síndrome, pode ver aqui.
Tenho medo que isto eventualmente continue a piorar e afete mais o meu dia-a-dia e a minha vida profissional. Alguém se consegue relacionar ou tem alguma sugestão do que fazer?
TL;DR: Há 7 anos atrás tive Mononucleose Infecciosa e desde então que me sinto sempre cansada e preciso de dormir 10 a 12 horas por dia. Sou aparentemente saudável. Acho que tenho SFC. Help pls.
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2020.10.03 17:48 blueniqu3 Devaneiando desde criança

Eu sempre fui muito quietinha. Sonhava acordada nas horas vagas, e gostava muito de fazer isso. Lembro que quando tinha uns seis anos, minhas horas favoritas eram a ida, e a volta da escola; 15 minutos a pé; 15 minutos que eu poderia entrar em meu mundo alternativo, onde tudo era muito melhor. Onde eu era muito melhor. No início meus devaneios eram movidos pelo próprio movimento, gostava de acompanhar minha mãe nos lugares a pé, ou com meu pai de moto, e adorava quando os caminhos eram longos. Lembro que na maioria das vezes eu andava olhando para o chão, para me concentrar, e minha mãe sempre me perguntava o que tanto eu "pensava"... Nunca disse a ninguém o que realmente se passava pela minha cabeça, então dizia simplismente que eu "estava tentando imaginar como era feito o chão", eu era uma criança, então ela simplesmente achou muito engraçado, aliás, ela conta isso até hoje. Não lembro uma época em que eu não tenha simplesmente, saído um pouco desse universo e fantasiado com o meu, parecem até memórias reais as vezes. Bom meus devaneios aos seis anos eram infantis, mas eu cresci, e eles cresceram comigo. Lembro que aproximadamente aos 11, 12 anos, eu já não precisava mais "sair" ou ir dormir, para ter meus devaneios, a música e os fones entraram na minha vida. Eu entrava no quarto, fechava a porta, colocava os fones, e pronto... meus devaneios se tornavam mais reais ainda. E claro, novamente eu fui questionada pela minha mãe, "o que tanto você faz andando de um lado pro outro dentro desse quarto?" Não era algo que tinha uma explicação, e mesmo que tivesse, me parecia vergonhoso admitir, eu pareceria boba demais... não? Então inventei outra desculpa, e dessa vez não tinha nada a ver com o chão, "estou dançando". Ela acreditou, e novamente achou engraçado, muitas vezes quis me colocar em aulas de dança, e como eu "dançava" muito (ou seja devaneiava) ela insistia. Mas eu não gostava de dançar, nunca gostei, era apenas uma pequena mentira que tive que carregar. Mais uns anos se passaram, e cá estou, junto com meus devaneios. De manhã, a primeira coisa que faço é pegar os fones, pelo menos meia horinha... não gosto de ser interrompida, então prefiro quando não tem ninguém. Talvez eu tenha virado expert no assunto, as vezes nem preciso de música, ou de movimento, é só me concertar um pouquinho e minha mente já não está mais aqui. Contando assim, parece muito estranho, mas eu convivi com isso a minha vida toda, e para mim é natural. Meus devaneios me fazem companhia, e por enquanto são inofensivos, as vezes me fazem atrasar cinco ou dez minutos, e as vezes me fazem optar pela "solidão" mas não me atrapalha de verdade, tenho amigos, hobbies, e uma ótima relação com minha família por exemplo... ninguém diria que eu me ausento de vez em quando. Porém as vezes eu tenho medo... medo que meu mundo alternativo me atraia mais que o real, que eu crie expectativas em cima de algo que não chega aos pés do meu pensamento fantasioso. Criei muitas histórias, esboços de livros, pequenos contos, baseado em tudo que já imaginei, é tão real!!! Meus personagens se alternam em pessoas que conheço, e que nunca vi... as vezes minhas histórias são curtas, ou podem ser longas, e o sentimento, esse também é real, as vezes imagino coisas tristes, e quero chorar, mas as vezes me coloco como uma corajosa, e me dá vontade de pular de um prédio... Obviamente não vou fazer isso, pois eu tenho noção, que nada disso é de verdade. Um dia, navegando pela internet, descobri o nome de quem tanto me acompanhou... "devaneio excessivo" Procurei, li e reli relatos, vi videos, e me encontrei ali. Algo que eu sempre achei que fosse meu lado bizarro era mais comum do que eu pensava, e isso me abraçou de certa forma. Não quero uma "cura", pra falar a verdade, não sei se quero abandonar meu outro mundo, não tem nem como. Eu queria... não sei, acho que me entender de certa forma, queria fazer algo que nunca fiz, contar a alguém.
Eu não imagino como o chão é feito, eu não danço, eu simplesmente devaneio.
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2020.10.02 09:03 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 3: Conduzir no UK]

Olá amigos. Hoje vamos novamente falar de carros, desta feita das diferenças que encontrei entre a condução no UK e em Portugal. Como é meu hábito e apanágio, vou desperdiçar o vosso tempo a explicar porque é que eu acho que as diferenças são o que são, em vez de prestar o serviço útil que seria especificar quais as diferenças exactas. Pode ser que se consigam tirar umas pelas outras.

Take-Aways Principais

Guinar para a direita em caso de emergência

Guinar (verbo): * dirigir um veículo abruptamente numa certa direcção, normalmente como reação a algo abrupto e inesperado; * mudar radicalmente de opinião acerca de um assunto, normalmente porque a opinião anterior deixou de nos ser vantajosa (ver: política).
Quando se começa a conduzir muito novo, como foi o meu caso, desenvolvem-se instintos para certas coisas. Por exemplo, se se nos apresenta um perigo de frente, então o instinto é o de encostar à direita primeiro e fazer perguntas depois; toda a gente treina a encostar à direita, por isso todos fazemos o mesmo e todos ficamos todos em segurança. Não tem que haver pânicos nem descontrolos; há que colocar o veículo em segurança (seja lá qual for o estado anterior) e depois logo se vê o que é que se faz e fez e de quem é a culpa.
Isto é, até conduzirmos num país em que toda a gente guina à esquerda, claro.
Um dia destes atravessava uma pequenina aldeia no interior profundo do Sudoeste. (Uma pequena tangente: as aldeias pequeninas do interior profundo do Sudoeste são das coisas mais bonitas que já vi. Tropeçam-se em abadias da idade média e em monumentos pré-históricos, é incrível.) Obviamente, a rua era estreita demais para caberem dois carros. Nestes casos noto os meus instintos continentais a tomarem conta da condução, e dou por mim a colocar o carro mais à direita que à esquerda. Não tem mal; de qualquer modo vou sozinho. Pouco depois a rua abre-se numa (espectacular) praça ampla e deparo-me com uma senhora num Range Rover em claro excesso de velocidade directamente à minha frente, dirigindo-se na minha direção e, portanto, na direcção do meu precioso carro novo. Eu guinei à direita, ela guinou à esquerda (dela), bom travão e ficámo-nos pelos embaraços. Ela deitou as mãos à cabeça, e eu tive que dar o braço a torcer; regressei ao meu lado da estrada de olhos fixos em frente. Travões foram testados, palavrões foram ditos, lições foram aprendidas.
Eu defendo que a adaptação à condução no UK se divide em 4 fases mais ou menos distintas:
  1. Primeiras semanas: "foda-se caralho de onde é que veio aquele não sei fazer nada ai vem aí uma rotunda AI FODA-SE AFINAL SÃO DUAS VALHA-ME NOSSA SENHORA VAMOS TODOS MORREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER----"
  2. "Afinal isto até se faz": começa-se a ganhar alguma confiança e deixa-se o "piloto automático" tomar conta de vez em quando.
  3. "Afinal não": apanha-se um susto (vide senhora do Range Rover), e a condução volta a ser tensa.
  4. Verdadeira adaptação: depois de uns milhares de quilómetros e de umas idas a Portugal, um tipo nota finalmente que parece tão familiar conduzir de um lado como do outro. Não há hesitações, consegue-se prever o fluxo do trânsito, sabe-se onde andam as rodas, e por aí fora.
Este episódio marcou a minha fase 3. Naturalmente, neste momento encontro-me na última destas 4 fases, o que se consegue facilmente compreender uma vez que não vejo o futuro. Ainda assim parece-me razoável que assim seja: é comum os processos de aprendizagem e adaptação se fazerem em "tentativas", em ondas e bochechos até estabilizarem em algo confortável. Cavalgamos no sentido de nos sentirmos melhor, mais confiantes, e por isso tapamos buracos no chão com tábua fina. Quando pisamos a tábua ela racha, e aprendemos que temos que a trocar por tábua mais grossa.
O instinto é, pelo menos para mim, uma parte muito importante da condução. Eu habituei-me a ter uma noção quase extra-corpória de onde está o carro, onde vai passar, o que é que os outros estão e vão fazer, etc. E todo o processo é completamente inconsciente: basta-me ir com atenção e toda a condução se faz suavemente e por si própria. Aliás, uma das primeiras coisas que notei quando comecei a conduzir aqui foi o quão exausto estava depois de uma viagem; todo o processo era muito mais manual, muito menos fluído e muito mais difícil de manter.

Conduzir é mais que guiar, é comunicar

Eu não sei das vossas inclinações filosóficas, mas eu cá perco-me um bocado com pesquisas; vem com o trabalho na academia, suponho. Ora sucede que, segundo se consta em ramos como a Psicologia, a comunicação entre pessoas é muito mais do que verbal. Claro que todos nós sabemos, conscientemente ou não, que isso é verdade: uma mulher dizer "não" enquanto morde o lábio é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esbofeteia, o que por sua vez é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esfaqueia no abdómen. O que ela disse foi o mesmo, mas a intenção era claramente diferente. São essas subtis marcas não-verbais que fazem toda a diferença na interacção do dia-a-dia.
Ora a condução, na medida em que envolve uma série de processos de mediação, não é mais que uma forma de comunicação. Ao colocarmos o carro em certo local indicamos que queremos avançar; os piscas indicam para onde vamos (quando se usam); podemos acenar para ceder passagem, ou abanar a cabeça para explicar pacientemente que não pretendemos ceder passagem. Podemos buzinar para expressar descontentamento, ou ofensa, ou felicidade porque o Benfica ganhou. Podemos trocar o escape por um barulhento para comunicarmos a todo o mundo que somos profundamente atrasados mentais. Podemos colar o logo da FPF na mala do carro de modo a mostrarmos a todos que não só somos portugueses, como também não sabemos distinguir o futebol dos verdadeiros símbolos nacionais. Podemos até abalroar um peão ou um ciclista como forma de lhes fazermos ver que a estrada não é sítio para eles.
Todos estes actos são pequeninas mensagens que indicam aos outros utilizadores da via o que pretendemos fazer. A condução está cheia destas pistas. É como manter uma conversa: "eu vou para ali", dizemos nós com o pisca, "ok, mas eu passo primeiro", diz o outro condutor avançando, "ok, passa então", dizemos nós parando, e por aí fora. Ora, como em toda a boa forma de comunicação, povos diferentes falam línguas diferentes. Eu defendo que na condução se passa exactamente o mesmo.
Em Portugal a comunicação entre condutores é muito franca e aberta: toda a gente que vai mais devagar que eu é um caracol do caralho, e toda a gente que vai mais depressa é doido. Ninguém passa à frente porque eu é que sou importante, e outros que tais típicos silogismos Latinos. Obviamente que a mim, como português, a "língua" a mim me parece aberta, clara e óbvia. A habituação ao estilo português de condução permite-nos prever muito bem o que é que vai acontecer, e decidir de acordo com isso. Conseguimos saber quando esperar que o veículo à nossa frente acelere, sabemos como esperar que reaja a mudanças no limite de velocidade, sabemos como reagir a uma travagem na autoestrada, etc. Estamos integrados na massa de condutores que nos rodeia, aos quais estamos unidos por uma teia de micro-acções (não confundir com a fraude das micro-expressões) que nos fazem entender uns com os outros de forma natural, quais formigas no carreiro.
Um condutor estrangeiro topa-se à distância. Na minha terrinha é costume receberem-se alguns carros de matrícula francesa entre o fim de Julho e o início de Setembro, mas nem era preciso olhar para a matrícula! A forma como se posicionam, como contornam uma rotunda, até como avaliam quando entrar num cruzamento traem logo a estrangeirisse (ou a emigrância longa). Claro que o logo da FPF no vidro de trás acaba por denunciar muitos, mas garanto que também não era preciso. (Nota: ainda não apliquei no meu carro o obrigatório logo da FPF. Eu pensava que me chegava um pacote da embaixada assim que comprasse o carro, mas noto que até nas coisas importantes a diplomacia portuguesa me está a falhar.)
No UK, as pessoas parecem ter para a condução a mesma atitude que têm no dia-a-dia umas com as outras: uma certa vontade de não agravar, uma delicadeza assertiva e um pragmatismo típico que tornam o processo bastante diferente do nosso. Isto complica a habituação à condução aqui para lá do óbvio "fazer tudo ao contrário". Eu até diria que a condução à esquerda é uma falsa barreira, e que a adaptação é muito mais profunda que isso. Existem expectativas diferentes, dicas diferentes e assunções diferentes. Numa palavra, o trânsito inglês é "ordeiro". As filas unem-se por "zippering", os limites de velocidade são respeitados, as manobras anunciam-se atempadamente com piscas. As marcas da estrada são claras, abundantes e respeitadas. Não se fazem arrancadas, não se corta à frente de ninguém; estamos todos nisto juntos. O trânsito é cooperativo e não adversarial. Obviamente que há excepções, mas estamos aqui a falar no sentimento geral e esse é, sem dúvida, muito diferente do português.
Inicialmente, a sensação é assoberbante. É como tentar falar uma língua que nunca falámos antes. Eu não sei o que é que estas pessoas estão a fazer, nem porquê, nem com que intenção. Obviamente estamos todos a tentar chegar a algum lado, mas os detalhes escapam, e toda a gente sabe que o diabo está nos detalhes. É como ouvir alguém falar criolo: eu percebo algumas palavras, uma expressão aqui e ali que traem a origem portuguesa, mas a mensagem global ilude-me. Uma coisa que fez muita diferença foi entender que as rotundas pequeninas (aquelas desenhadas no chão) na realidade não são rotundas; são cruzamentos. Dá-se prioridade à direita, e não se entra lá dentro enquanto lá estiver alguém. Entender isto foi um salto enorme para mim.
Como é óbvio, o episódio ali acima da senhora do Range Rover foi coisa comum durante algum tempo. Entrei mal em rotundas, parei em cima de grelhas, fiz outras coisas completamente erradas por não entender um sinal, e por aí fora. Curiosamente, nunca andei em contramão nem nunca achei particularmente estranho conduzir ao contrário. A Maria diz que puxo um bocadinho à direita quando estou distraído, mas eu acho que é do vinho que ela bebe ao almoço.
Eu suspeito que haverá toda uma área de estudo acerca desta ideia de "conduzir é comunicação", porque não sou esperto o suficiente para estar aqui a descobrir ramos da filosofia. Até podia jurar que li um paper ou dois sobre as teorias de negociação de cruzamentos, e da forma como isso se podia codificar como linguagem. Ou então sou parvo. ¯\_(ツ)_/¯

Mais devagar é lesma, mais depressa é acelera

A velocidade é um exemplo óbvio de um aspecto da condução em que Portugal e o UK são radicalmente diferentes. Ora eu, português de gema, chego à A1 e afino o cruise control na velocidade mais elevada a que posso circular sem ser multado: 150. A essa velocidade, meros 30km/h acima do limite legal, vou constantemente a ultrapassar e a ser ultrapassado. Há uma certa formalidade em todos os desvios: a velocidade obriga a que as mudanças de faixa sejam feitas cuidadosamente, indicadas com antecedência, e até avisadas com sinais de luzes durante a noite. Acelera sim, parvo não.
Por outro lado, em terras de Sua Majestade a velocidade é o inimigo número 1; o condutor médio aqui seria visto em Portugal como "uma lesma do caralho". Mas pensemos um bocadinho: andar depressa é muito bonito, mas suponhamos que eu não sou novo, ou que estou cansado, ou que acabei de receber más notícias. Conduzir depressa nessas condições é geralmente uma má ideia mas, mais do que isso, a minha capacidade de prever o que fazem os aceleras fica fortemente diminuída. Se todos respeitarmos o limite, que por sua vez deve ser mais ou menos sensato, então garantimos que a estrada é um ambiente mais inclusivo e menos perigoso para todos. Consequentemente, torna-se muito menos excitante para nós, pessoas novas e (excessivamente) confiantes, que gostamos de apertar. Além disso, a velocidade é fortemente fiscalizada e as multas são muito caras.
Não, a sério, as multas são muita caras. Vi os preços e decidi que andar devagar já não me incomodava assim tanto.
Inicialmente, atravessar uma aldeia a 30mph trazia-me ânsias. "O que é que eu vou a fazer a esta velocidade? Vou ficar velho antes de lá chegar!"" Mas com o tempo habituei-me a um estilo de condução mais lânguido, mais relaxado. Posso ouvir uma musiquinha ou um podcast enquanto atravesso a aldeia nas calmas. Nada de mal me vai acontecer porque, francamente, indo a 30mph pára-se quase instantaneamente. É quase zen!
As estradas de campo, pelo menos para estes lados, são uma experiência completamente diferente. O limite de velocidade por omissão numa A ou B road é de 60mph, aproximadamente 100km/h, ou 10km/h mais alto que o limite português. A isto alia-se uma característica interessante das estradas secundárias inglesas: são muito estreitas e não têm bermas; aqueles 60mph parecem 200! É possível praticar uma condução muito divertida, perfeitamente dentro dos limites da legalidade e da segurança. Para pessoas se viram forçadas a comprar um carro menos pontente do que inicialmente esperavam, é muito bom ainda assim se conseguir tirar algum prazer da condução mais "dinâmica".
Ainda assim, na presença de outros carros volta-se ao ordeiro. E isto nota-se até na condução de outros: é comum ir calmamente por estas estradas, e ver um carro aproximar-se por trás com uma atitude mais aventureira, apenas para depois se colocar tranquilamente atrás de mim como se nenhuma pressa alguma vez tivesse tido. Nada de tailgating, nada de tentativas parvas de ultrapassagem, apenas refrescante respeito pelo meu direito de respeitar o limite de velocidade naquela particular situação. E quando há uma aberta ou uma secção de duas faixas, então lá vai ele com pressa outra vez. A chico-espertice parece mais rara.

Toda a gente em todo o lado

Há um aspecto da sociedade no UK, pelo menos aqui no Sul, que nunca vejo discutido quando se fala em viver cá: este país é muito mais congestionado que Portugal. Há mais pessoas em todo o lado, há escassez de casas, há muito trânsito. Eu estou habituado a atravessar a estrada de campo entre Coimbra e a Figueira a meio da noite sem me cruzar com absolutamente ninguém. Tal coisa nunca me aconteceu aqui. Mesmo com uma rotina algo fora do comum, estou sempre limitado pelo trânsito onde quer que vá. Isto resulta, geralmente, numa condução mais lenta e aborrecida do que aquilo a que podemos estar habituados em Portugal. Ou, agora que já estou habituado, numa condução mais zen.
A própria infrastrutura contribui de forma negativa para isto. Pelo menos em relação ao que estou habituado, a rede de autoestradas do UK é menos extensa que a portuguesa (em relação à população e à área). Eu estou muito habituado a, onde quer que vá em Portugal, haver autoestrada quase de porta a porta. Claro que ter vivido sempre em cidades com bons acessos é um factor importante! Mas há vários caminhos relativamente extensos que faço com frequência, entre sítios "importantes" aqui, para os quais não há nenhuma ligação rápida. De um modo geral, noto que demoro mais tempo a cobrir distâncias semelhantes vs o que fazia em Portugal. A distância Bristol-Londres parece muito, muito, muito maior que a distância Coimbra-Porto. Claro que é maior, mas parece ainda maior do que o maior que já é.
Com uma rede de autoestradas com menos cobertura, torna-se muito comum as estradas de campo, aquelas bonitas das quais a gente gosta, estarem congestionadas: trânsito de caminho casa-trabalho-casa, trânsito agrícola, camiões ou bicicletas, etc. Assim, apesar de o limite de velocidade nas estradas de campo ser elevado, é relativamente raro conseguir-se fazer uma viagem com alguma distância a uma velocidade média decente. Como as estradas são estreitas, e como há aquele respeito a todo o trânsito, é muito mais difícil resolver isso com ultrapassagens.
Um aparte, e sabendo que é uma opinião altamente controversa e que só me vai trazer chatices: eu entendo que se um ciclista
então é um filho da puta e devia-lhe crescer um ananás no cu. Eu percebo que toda a gente tem direito a utilizar a infraestrutura. Eu entendo que o ciclista tem tanto direito a usar a estrada como eu. Mas do mesmo modo que os camiões de vez em quando encostam para deixar passar a fila, não ficava nada mal ao menino da licra fazer o mesmo. Eu quando sei que vou andar devagar, por exemplo porque vou em passeio ou a ver a paisagem, então também encosto de vez em quando para deixar os outros passar; lá porque eu posso usar a estrada para fazer isso, não quer dizer que seja fixe atrasar toda a gente que tem o azar de vir atrás de mim. É altamente irritante fazer 10km ou mais em segunda atrás de uma fila gigante, e chegar atrasado a todo o lado, só porque o Barry decidiu que hoje era dia de salvar o planeta. Po caralho, Barry.
A condução em autoestrada é muito diferente da nossa. Obviamente que há aceleras, mas regra geral o trânsito flui "en bloc" a 75 mph, suspeito porque o cruise control é muito comum cá. A diferença de velocidade entre caros é muito menor, e simultaneamente a velocidade absoluta a que todos circulamos é mais baixa. A condução em autoestrada parece menos "formal" do que em Portugal. É mais fluída, mas de uma forma desagradável: os ingleses não têm reservas nenhumas em meter pisca e atravessarem-se à nossa frente a 75mph. As ultrapassagens são muito frequentes, mas fazem-se com diferenciais de velocidade muito mais baixos, e por isso demoram muito mais tempo. Há muito mais trânsito de pesados na autoestrada, por isso são mais esburacadas e vê-se muito "snail races", aquele fenómeno em que um camião que circula a 61.2mph demora 2847289167219 horas a ultrapassar um camião que circula a 61.19mph.
A questão do congestionamento também se aplica, naturalmente, ao estacionamento. Os lugares são relativamente limitados e normalmente são pagos. Nem todas as casas que estão disponíveis para arrendacomprar têm estacionamento associado e, particularmente nas cidades, ter estacionamento privado é claramente um luxo. Eu tenho estacionamento privado neste bloco de apartamentos, mas isso é relativamente raro até aqui no campo. Sempre que quero visitar algum local faço questão de escolher de antemão onde é que pretendo estacionar, e até aponto o GPS logo para o estacionamento. Mas nem tudo são más notícias: é normal haver estacionamento pago e relativamente fácil em qualquer sítio que se queira visitar, e os preços normalmente não são horripilantes. Um contra-exemplo fácil é o centro de Bournemouth, onde normalmente pago umas 8£ para estacionar durante 6 horas. E uma boa parte dos estacionamentos aceita pagamento contactless, e alguns até são completamente ticketless, o que até é fixe. De um modo geral:

Conclusão

Eu podia escrever sobre conduzir durante dias, e talvez revisite o assunto no futuro. Não só é uma actividade que me traz uma satisfação imensa, como é algo que me intriga intelectualmente. Parece obviamente uma má ideia alguém propôr "ei zé, vamos dar a cada pessoa um caixote de lata de 2 toneladas, e fazê-los andar em velocidade, em sentidos opostos, a meros centímetros uns dos outros". Toda a experiência parece condenada à catástrofe mas nós, do nosso jeito humano, lá fazemos a coisa funcionar. É muito interessante ver que não só fazemos com que a condução seja algo que seja útil, como povos diferentes têm abordagens diferentes à "solução" para que funcione. Nós cultivamos um estilo de condução, os ingleses outros, e com um bocadinhod e tradução até acabam por encaixar.
Como referi antes, nesta altura acredito que a condução à esquerda é um "red herring" (um peixe vermelho?) no que toca ao processo de adaptação à condução aqui. Conduzir à esquerda é estranho, concedo, mas não é o mais estranho. Uma parte crucial da condução é sermos capazes de prever o que os outros vão fazer, de sabermos o que esperar e, posto de uma forma simples, as coisas aqui são diferentes.
As estradas estreitas de campo foram a salvação da minha saúde mental durante o lockdown. Estar fechado o dia todo, legalmente impedido de sair para tudo o que não seja essencial e receoso do contágio, é algo que pesa na mente. A possibilidade de me fechar seguro dentro do carro e passear foi um escape gigante. Geralmente, adoro conduzir aqui, nem muito mais nem muito menos que em Portugal. São dois estilos diferentes, mas ambos têm as suas virtudes.
É importante mencionar novamente, para benefício de quem lê na diagonal, que a minha experiência é altamente individual e que procurei relatar o espírito geral da vivência através de uma generalização que pode não funcionar. Obviamente que há excepções; obviamente que há parvos em todo o lado, e por vezes o parvo sou eu.
Para o próximo episódio estou a pensar fazer uma espécie de "rescaldo das crises" e cobrir o Brexit e a pandemia mais ou menos como um. Apitem na caixinha se acham boa ideia.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

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Referências

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